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Sobre Jesus

Olá, leitores contundentes, venho aqui escrever mais uma crônica. Os contos me exigem muito esforço mental e eu não estou conseguindo continuar um sobre racismo religioso. Vocês devem saber de meu compromisso com a questão racial, e eu estou muito preocupado com a mensagem que esse conto está passando. Mas o anseio vir aqui defender minhas ideias continua firme.


Hoje venho falar um pouco sobre Jesus, essa figura revolucionária que mudou os rumos da humanidade. De fato, o advento do cristianismo humanizou-nos, e as relações humanas vêm melhorando muito. Eu diria que Jesus e a popularização dos livros nos fez dar um salto em diversos sentidos. Talvez, alguns estarreçam-se com minha análise, é que eu tenho um espírito livre e uso o senso crítico antes de ler a bíblia.


Bom, minha maior crítica a Jesus é o fato de ele ter se autointitular filho de Deus. Ora, se eu fosse mesmo filho de Deus, se fosse mais esperto, teria deixado que a humanidade descobrisse isso por conta própria. Isso deve ser um dos motivos que revoltaram muito os judeus. Para mim, faltou humildade da parte dele nessa questão. Acredito que ele seja só uma figura espiritualmente muito forte, talvez a mais forte da história de nosso planeta. E claro, de um coração absurdamente bom, cuja dor deve ter chocado o mundo espiritual e, talvez, seres de outros planetas (se os sentimentos forem detectáveis).


Esse coração bom demais, que fez ele se esquecer de si mesmo, na minha opinião, pode ter revoltado de forma fatal a figura do deus das trevas (se ele existe). Segundo a minha opinião, se o deus das trevas existe, certamente ele era louco por Jesus, amava-o tanto e enlouquecia-se de ver esse messias sofrendo tanta dor emocional, espiritual e, por fim, física..


Outra coisa que me incomoda em Jesus é essa demonização total à riqueza. Ora, dar tudo o que tem aos pobres, e torna-se um pobre também? Que sentido tem isso? É uma fala geradora de hipocrisia, por que pouquíssimos são os que conseguirão segui-la. É outro ponto que, na minha opinião, deve ter causado muito ódio no deus das trevas. Nos Islamismo e Judaísmo, que cultuam o deus do monoteísmo, a riqueza não é demonizada, por isso, acredito que esse próprio deus também discorda desse posicionamento cristão. Vale ressaltar que o fato de, hoje em dia, existir um trilionário, também me incomoda.


Outra coisa que eu fico refletindo sobre a caminhada de Jesus foi no episódio da mulher adúltera. De fato, foi muito legal ele ter salvado ela, demonstra humanidade e o coração bom que ele tinha. Mas eu fico aqui pensando por que ele a ordenou que não pecasse mais. Se foi com o intuito de preservar a mulher de mais ataques, ok, mas será que não é porque Jesus condena a liberdade sexual das mulheres? Talvez ele não era tão evoluído assim como os cristãos esquerdistas da atualidade pensam.


Além disso tudo, também condeno o que eu chamo de “ditadura do amor”. Ora, o amor é só um sentimento, como todos os outros. E impor isso a todo mundo é muito antidemocrático e pode gerar um desequilíbrio fatal.


Bom, isso foi o que consegui discorrer após uma rápida e superficial pesquisa. Espero ter oportunidade de escrever sobre Jesus com mais embasamento e estudo sério. Concluo a reflexão com uma mensagem: uma pessoa que opera milagres deve ter muito cuidado com as palavras. Religião não é brincadeira. Eu tenho a impressão que Jesus tenha falado muitas coisas sem saber e isso foi fatal. Espero que, na próxima vinda, ele tenha mais amor-próprio.

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