No interior da Ilha de Santa Catarina, final do ano de 1850, um grupo de jovens e crianças escravizados trabalhavam duro num engenho de farinha de mandioca. Entre eles estava Tadeu, de 13 anos, que gostava de descascar as raízes, pois era a parte que fazia com mais facilidade. Ele estava com um “galo”, ou inchaço, na testa, resultado de um ataque de fúria de seu pai. Motivo? O rapaz não conseguia arrancar as plantas da terra numa velocidade boa, ao contrário dos outros rapazes de sua idade. Com sua faca, tirava as cascas das raízes com destreza, e o tempo passava de forma veloz. A concentração de Tadeu só foi interrompida com a chegada de seu primo mais velho, que chegava puxando fumaça de um cachimbo freneticamente. O primo estava acelerado e não parava quieto. Pensou em zombar do galo na testa de Tadeu, mas tinha uma notícia bombástica: Ocês não vão acreditar! O Paulinho ali da fazenda do seu João me disse que os branco pararo de trazer nosso povo lá das África, do outro lado do mar!...