Nos últimos dias, fui convidado a escrever um texto sobre qualquer coisa. Nos primeiros segundos, já me veio a ideia de discorrer sobre a famosa prensa de Gutemberg, assunto que me cativa. Lembro de ter estudado isso nas aulas de história da escola, mas, na época, não entendia a importância dessa invenção. Foi anos depois, já formado em Jornalismo, que comecei a ter reflexões dignas sobre a importância desse invento, pois peguei um livro antigo da faculdade que tratava, também, sobre a prensa.
Foi por volta de 1450 que Johannes Gutemberg se inspirou nas prensas de vinho para criar uma de “tipos móveis”. Era uma máquina de madeira que conseguia mecanizar o processo de impressão, tanto de palavras simples quanto de livros inteiros. Desde então, o mundo passou a compartilhar conhecimento com muito mais facilidade, e a humanidade deu um salto exponencial em todas as áreas. Como sou um entusiasta da leitura, é muito prazeroso refletir sobre isso. Para mim, essa invenção é equivalente, em importância, à descoberta do fogo.
Os avanços são evidentes e indiscutíveis, contando que os humanos anatomicamente modernos têm seu primeiro registro fóssil na África há cerca de 195 mil anos. Seis séculos não são nada se comparado com a história da humanidade, e é por isso que enalteço a invenção da prensa.
Nas diversas áreas do conhecimento, seria “chover no molhado” deter-me muito tempo tratando sobre isso. Basta 10 minutos de uma aula de História para constatarmos esses avanços absurdos. Desde então, tivemos a Era dos Descobrimentos, o Renascentismo, o Iluminismo, a Revolução Industrial e por aí vai. É a revolução dos livros.
Se pararmos para pensar, os livros ainda são caros. Mas estão sempre barateando conforme o tempo passa e as técnicas de impressão avançam. Gosto de pensar que, apesar do analfabetismo, tivemos um auge cultural quando os livros tornaram-se mais acessíveis e certas distrações ainda não tinham sido inventadas ou popularizadas. No último século, a rádio, a TV, os computadores e os celulares foram inventados. São coisas que nos afastam da leitura.
Por isso, tudo me leva a crer que, desde meados do séculos 19 até o início do século 20, tivemos um “boom” intelectual. Basta lermos os clássicos da literatura. São escritas muito mais sofisticadas, que nos exigem atenção e inteligência.
Hoje, tenho dificuldade de ficar meras 2 horas lendo meus livros, pois sempre me distraio com celular, ou a TV. E isso me envergonha. Mas, apesar dessas distrações, que fazem a humanidade ler menos livros, creio que a estamos culturalmente evoluindo muito, e isso se deve à revolução dos livros.
É por isso que sou um entusiasta da leitura.
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