Faz um ou dois meses que decidi parar de beber bebidas alcoólicas, e essa experiência está sendo muito interessante. Resolvi adotar essa drástica medida após escrever o texto “Minha experiência no mundo da escrita” que está neste blog. A produção de tal texto me fez refletir muito sobre as coisas que prejudicam a minha vida e, entre elas, o álcool.
Foram inúmeras as situações vexatórias pelas quais passei alcoolizado. Pra ser sincero, eu não sei como nunca apanhei na noite em função das besteiras que eu fazia bêbado. Na grande realidade, eu não sei nem se isso aconteceu. Tenho alguns resquícios de memória de confusões incrustrados em minha mente, mas o fato é que nunca acordei seriamente ferido nas manhãs de ressaca.
Mas espere um instante, caro leitor contundente. Suspeito que estou passando uma sombria impressão para você. Eu nunca bebi diariamente, e essa história não é tão trágica assim. Sei que muitos jovens da minha idade bebem muito mais que eu e não sentem remorso algum. Bom, no meu caso, creio que cheguei no meu limite. Não posso mais conviver com essa vergonha e esses perigos.
O meu grande desafio em evitar a bebida acontece durante as festas, é claro, e quando assisto aos jogos do meu time de futebol. Inclusive, em uma dessas ocasiões, eu não consegui me segurar, e acabei bebendo. Era um belo dia de sol na praia, com direito a churrasco e música boa. Graças aos céus, nada de trágico aconteceu. Simplesmente vomitei e dormi.
Nas outras ocasiões em que saí, até consegui curtir e me divertir. Noto que, em minha experiência com as drogas, existe um ponto determinante em que mentalizo que vou usar usar tal substância. É a partir desse momento que a abstinência se manifesta em mim. Ao passo que se eu não mentalizo que vou beber, sinto tranquilidade e serenidade. Posto isto, minhas últimas saídas foram bem tranquilas.
A experiência de um churrasco (por exemplo) sem beber me traz uma nova visão sobre tudo o que já passei. Acabo não entrando na “vibração” dos beberrões e adoto uma postura profundamente autorreflexiva. Eu fico mais introspectivo, é claro, mas a serenidade não tem preço.
Resolvi escrever isso porque é o que sinceramente senti vontade de escrever. Fazia algumas semanas que eu não conseguia me concentrar, e meu ritmo de leitura decaiu drasticamente. Devido a isso, adotei uma estratégia: interrompi a produção de textos que vinha fazendo e resolvi mudar minhas leituras. Parei de ler um livro-reportagem sobre o imperador etíope Ras Tafari e passei a ler o livro “O último chefão”, de Mario Puzo (autor de “O poderoso chefão).
E a vida é feita de mudanças, o importante é seguir em frente!
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